LINHAS DE ÁGUA é um projeto site specific implementado “no”, “para” e “com” o território de Gondomar. Articula atividades de criação, mediação, investigação e formação e cruza os domínios artísticos do teatro e da música com a topografia e biologia. Tem como principal intenção despertar a atenção para interdependências entre diferentes corpos atravessados por água: corpo humano, corpo geográfico e corpo geológico, a partir da implementação de um programa integrado de atividades – residências, formações, conversas e percursos na paisagem, numa rede de interações e complementaridades que pretende ir desenvolvendo encontros, curiosidades e vínculos.
Voltar à paisagem é voltar à linguagem. Era uma vez outra vez e desta vez seguimos através, em viés, caminhando por entre as margens. Vejo folha e penso verde. Ver de olhos abertos é diferente de ver de olhos fechados. Ver é ter? Verter. E assim, através e em viés, sigo a chuva e o choro, chovo, entorno, sou entorno e linguagem, rio e rindo canto: “Em frente ao rio / dou um mergulho / Em mim / Para a água vou / E da água vim”.
𝑻𝒓𝒂𝒏𝒔𝒃𝒐𝒓𝒅𝒂𝒓 é um livro que acontece em devir dos processos de criação de Arquipélagos (apresentado em 2024 no rio Febras, Briteiros) e Linhas de Água (desenvolvido em Valbom, Gondomar, 2025). Com textos introdutórios de Diogo Liberano e Catarina Lacerda, é nele que se reúnem integralmente os textos criados por Afonso Cruz, Ana Madureira, Joana Bértholo, Keli Freitas, Marta Figueiredo e Ritó Natálio, a partir dos quais se construíram os Laboratórios do Encontro e os Percursos na Paisagem: Uma História do Infinito (Arquipélagos) e Sete Cantos para um Começo (Linhas de Água).
Cada exemplar tem o custo de 14 euros e pode ser encomendado através do e-mail teatro.do.frio@gmail.com ou adquirido na Cassandra.